Sesau alerta que homens alagoanos estão despreocupados com a saúde bucal

Pode parecer ditado antigo, mas nunca deixou de ser verdade: o sorriso é o seu cartão de visitas. Não é à toa que dentes bem cuidados podem mudar a maneira como somos vistos, como nos relacionamos com uma pessoa e, muitas vezes, com o mundo.

No entanto, conforme levantamento com quase quatro mil usuários da Caixa Seguradora Odonto, uma das maiores operadoras de planos odontológicos do Brasil, os homens alagoanos estão despreocupados com a saúde bucal quando comparados às mulheres.

De acordo com Lourdes Mota, coordenadora do Programa de Saúde Bucal da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), as razões pelas quais os homens estão descuidando do sorriso devem-se ao fato deles alegarem o excesso de trabalho e o medo como justificativas para não irem ao dentista.

“Em geral, uma sensação de onipotência impede os homens de encarar o dentista como aliado. A maioria alega falta de tempo ou paciência. E, muitas vezes, quando chegam ao consultório, já estão com problemas sérios nos dentes. O homem ainda tem muita vergonha de sentar na cadeira do dentista. Eles só procuram este profissional quando estão com dor”, explicou.

Por negligenciarem a sua auto-higiene bucal com maior frequência, os homens possuem mais chances de contrair doenças na boca. “Os problemas bucais devem ser levados a sério, pois dependendo do caso e da gravidade pode acarretar em problemas cardíacos”, esclarece.

Ainda, segundo Lourdes Mota, os homens são mais predispostos a desenvolver câncer bucal e outras complicações. Isto sem falar que são mais comuns entre eles hábitos nocivos como ficar exposto ao sol, fumar e beber em excesso, o que são fatores que acabam agredindo ainda mais a saúde como um todo.

Prejuízos de não ir ao dentista

Marcos Antônio da Silva, de 47 anos, diz que é muito difícil frequentar a cadeira do dentista. Só vai ao encontro do especialista quando sente alguma dor e, como consequência disso, já perdeu alguns dentes da arcada superior, além de ter tido inflamação e infecção nas gengivas. A prótese seria a saída necessária para recuperar o seu sorriso.

“Se eu tivesse tido a orientação adequada anos atrás, não sentiria os efeitos hoje em dia. Sei o quão importante é fazer exames regulares, de seis em seis meses, e a limpeza dos dentes em consultório, assim como a higiene diária, mas o excesso de trabalho impede que eu tenha tempo de visitar o dentista com frequência“, contou.

As mais vaidosas, as mais preocupadas

Já a presença feminina em maior número nos consultórios, de acordo com Mota, se dá porque a mulher é mais receptiva aos tratamentos e existe na sociedade a ideia de que elas aguentam mais as possíveis dores.

Outro fator determinante é a vaidade feminina. “A mulher não tem vergonha de procurar opções para ficar mais bonita e com a autoestima elevada. Ela faz o tratamento, conta para todo mundo e indica para as amigas”, salientou.

Entretanto, a saúde bucal da mulher é mais frágil do que a dos homens. Isso porque, as mudanças hormonais, seja durante a puberdade, gestação e até mesmo a menopausa, contribuem para que elas desenvolvam problemas bucais durante esse período, principalmente.

A gengivite, por exemplo, é uma doença que chega a afetar três em cada quatro gestantes. Apesar da relação entre gravidez e cárie não estar totalmente bem definida, sempre que possível é importante que a paciente faça um tratamento odontológico bastante minucioso e preventivo antes da gravidez.

Segundo a coordenadora do Programa de Saúde Bucal da Sesau, durante a gestação a gengiva da futura mamãe costuma sofrer alterações por conta das variações hormonais, sendo muito comum ocorrer inchaço, sangramento e maior acúmulo de tártaros.

“Neste período, é recomendado limpezas regulares e no período pós-parto, também. Caso seja necessário tratamento da cárie é indicado que este seja realizado sem uso de anestésicos. Se houver necessidade de utilização, o procedimento deve ser agendado para o quarto ou quinto mês de gestação”, ressaltou.

Como escovar os dentes?

Escovar e passar o fio dental são as chaves para um sorriso saudável. Portanto, uma escovação adequada, segundo Lourdes Mota, deve durar, no mínimo, dois minutos. É importante escová-los com movimentos suaves e curtos, com especial atenção para a margem gengival, para os dentes posteriores, difíceis de alcançar e para as áreas situadas ao redor de restaurações e coroas.

A coordenadora do Programa de Saúde Bucal da Sesau recomenda que a escova dental de cerdas macias é a melhor  opção para a remoção da placa bacteriana e dos resíduos de alimentos. As escovas com cabeças menores também são as mais adequadas, porque alcançam melhor todas as regiões da boca, como, por exemplo, os dentes posteriores, mais difíceis de alcançar.

“Aliada ao fio e ao creme dental, a escova é a principal responsável por remover os resíduos de alimentos e a placa bacteriana. Quando a escovação é deixada de lado ou feita de maneira inadequada favorece a proliferação das bactérias que causam diversos problemas bucais, como cárie, gengivite e mau hálito”, orienta, ao acrescentar que é bom escovar os dentes na frente do espelho para que você esteja consciente do que está fazendo.

Lourdes Mota recomendou, ainda, que a escova de dente deve ser trocada a cada três meses ou quando perceber que ela começa a ficar desgastada.

Ascom – 23/09/2017

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