Ministério Público leva à condenação de mais de 50 anos acusado de estuprar e matar criança de sete anos no Benedito Bentes

Após treze horas de júri, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), tendo como representante o promotor de Justiça Antônio Villas Boas, no Fórum Desembargador Jairo Maia Fernandes, no Barro Duro, em Maceió,  sensibilizou o Conselho de Sentença que decidiu pela condenação de 53 anos e três meses de reclusão, em regime fechado, a Erinaldo da Silva Farias, de 45 anos, acusado de violentar a menina T. E.C.S, de sete anos, no conjunto Benedito Bentes, em maio de 2014. O segundo, Genilson Alves da Silva, 43 anos, foi impronunciável e o MPE/AL recorreu da sentença.

A sustentação da denúncia feita pelo promotor de Justiça Antônio Villas Boas previa a condenação dos dois apontados como responsáveis pela barbárie que estarreceu, à época, toda a sociedade alagoana. Porém, a imputação feita em relação à participação de Genilson Alves da Silva, conhecido como “irmão”, não foi acatada pelo juiz John Silas da Silva. Erinaldo Farias, popularmente conhecido como “neném”,  foi condenado por crimes de estupro de vulnerável – já que a vítima tinha menos de 14 anos – homicídio qualificado e ocultação de cadáver apesar de negar a autoria dos crimes em plenário do Júri. Enquanto o outro acusado foi impronunciável por tais crimes.

“O Ministério Público recorreu da decisão de impronúncia em relação ao Genilson e a acusação é para que ambos sejam denunciados por homicídio quatro vezes qualificado”, explica o promotor de Justiça Villas Boas.

O representante do Ministério Público, sustentou a denúncia, detalhando os depoimentos e contradições de Erinaldo Farias.

“No primeiro depoimento, Erinaldo negou a autoria do crime e acusou o Genilson. Num segundo momento, assumiu tudo sozinho. Em Plenário do Júri, negou todos os crimes. Estamos convencidos da participação de ambos e queremos pena máxima para os dois, eles são autores de uma covardia irreparável, mataram uma criança indefesa estrangulando, estuprando e desferindo golpes de faca”, ressalta o promotor.

Denúncia

À época, o  MPE/A levou em consideração a confissão e a delação de Erinaldo. Segundo ele, a dupla tentou esquartejar a vítima ainda com vida, desferindo-lhe golpes de faca, o que teria sido a motivação do óbito da criança. Essa seria a maneira de facilitar a ocultação do corpo.

Erinaldo também havia confessado que a ideia de esquartejar T.E.C.S partiu de Genilson, que ao perceber que a criança estava morta teria decidido ajudá-lo a sumir com o corpo. Eles enterraram a menor numa cova rasa, na casa de Erinaldo, mas haviam combinado de retirar quando as buscas pelos familiares fossem suspensas.

Conforme o já relatado pelo promotor Antônio Villas Boas, a  participação de Genilson no crime foi confirmada no terceiro interrogatório de Erinaldo, quando o MPE/AL requisitou nova oitiva dos acusados. Erinaldo afirmou que mentiu no segundo depoimento  para inocentar o amigo, pelo próprio pedido de Genilson, mas garantiu que naquele falaria a verdade.

Crime

A criança brincava na porta de casa, no complexo Benedito Bentes, quando desapareceu. Os familiares desesperados acionaram a polícia  na tentativa de encontrá-la com vida.

Porém , um dia após o corpo foi encontrado enterrado, de bruços, numa cova rasa, ao lado da casa de Erinaldo Farias com marcas de requinte de crueldade entre elas de facadas, violência sexual e estrangulamento.

Ascom – 16/09/2017

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