MAIS EMPREGOS : Governo estadual fortalece cadeias produtivas em Alagoas

Trabalho de prospecção da Sedetur garantiu a consolidação do setor químico-plástico e a ascensão da indústria cerâmica em AL, gerando emprego e renda

Vinda da Porto Belo, por exemplo, foi o início de uma leva de empresas chegando em Alagoas.
Fotos: Neno Canuto

Prospecção, localização estratégica e um ambiente de negócios favorável. Utilizando dessas premissas, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas (Sedetur) inaugurou em 2016 quatro novas empresas (Leroy Merlin, CD Carajás, Le Mix e Zumbi), com um investimento total de R$254 milhões e a geração de 2280 novos postos de trabalho.

Atualmente, Alagoas é o maior produtor de PVC da América Latina, com a produção de 450 mil toneladas por ano. A Cadeia da Química e do Plástico do Estado, com mais de 70 indústrias e a geração de mais de 3 mil empregos diretos, tem a Braskem como âncora, e é preparada para dar suporte às indústrias de 2ª e 3ª geração, com a disposição de matéria-prima, petroquímicos e produtos intermediários e finais, além do apoio do Governo de AL e uma excelente infraestrutura nos polos industriais.

Com a chegada da Pointer (Portobello) em 2015, a Cadeia da Cerâmica também ganhou fôlego e permanece em franca ascensão, com a confirmação da chegada de novas empresas, a exemplo da Real Telhas e Revestimentos, que garantiu o maior investimento industrial do ano em Alagoas, previsto em R$54 milhões, e a geração de 420 empregos diretos e indiretos. A multinacional espanhola Esmalglass também confirmou implantação no Estado, com uma unidade no Polo de Marechal Deodoro.

De acordo com o gerente financeiro do grupo Esmalglass Itaca, Ricardo de Oliveira, a atuação do Governo do Estado foi um dos motivos para que a companhia escolhesse Alagoas para instalar sua nova unidade.

“Alagoas tem uma localização estratégica, no meio do Nordeste. Além disso, a o Grupo Portobello, líder nacional do setor cerâmico, possui uma unidade no mesmo polo, o que nos permite um trabalho em sinergia. Para completar, a confiança que o Governo do Estado nos passou e o benefício do ICMS foram decisivos”, explicou Oliveira.

A chegada de novos empreendimentos no Estado advém do cenário de negócios favorável que Alagoas apresenta. A nova sistemática do Programa do Desenvolvimento Integrado (Prodesin) garante incentivos arrojados para empresas instaladas no Estado, como a redução em 92% do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na saída dos produtos industrializados. Alagoas concede, ainda, o diferimento do ICMS sobre os bens destinados ao ativo fixo e sobre a matéria-prima utilizada na fabricação de produtos.

No momento, 48 empresas já estão em operação com o novo Prodesin. Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Helder Lima, a Sedetur tem o compromisso de garantir que as empresas já instaladas em Alagoas se mantenham ativas, além de prospectar novas indústrias para o cenário de negócios alagoano.

“O Governo do Estado trabalha diretamente no apoio aos empresários para que eles permaneçam investindo em Alagoas e hoje nosso ambiente de negócios é reconhecidamente um dos melhores do Nordeste. Por isso é fundamental irmos até as empresas, conhecer suas necessidades e oferecer o apoio necessário para que novos investimentos sejam viabilizados, gerando emprego e renda para centenas de alagoanos”, afirmou Helder Lima.

Pioneirismo Alagoano 

Alagoas foi o primeiro Estado do país a implantar a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) em todos os municípios, projeto administrado pela Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal). Com isso, o empresário que deseja abrir um negócio realiza a consulta de viabilidade de endereço e solicita alvarás referentes à prefeitura de forma on-line, por meio do portal Facilita Alagoas.

A Juceal é considerada, desde 2015, pela Receita Federal do Brasil, como a mais eficiente do país. O tempo máximo para a abertura, baixa ou alteração cadastral de um negócio no Estado é de 48h.

Cecília Tavares-Ascom/AL

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