Itália diz que arma usada em ataque em Berlim foi a mesma usada em tiroteio em Milão

Anis Amri foi morto em Milão, dias depois de invadir uma feira natalina na capital alemã.

A polícia italiana afirmou na quarta-feira (4) que a arma utilizada por Anis Amri durante o ataque a uma feira de Natal em Berlim, na Alemanha, foi a mesma utilizada pelo tunisiano para trocar tiros com a polícia em Milão.

Investigações apontam que o tunisiano atirou no motorista polonês do caminhão que ele sequestrou para invadir a feira natalina no centro da capital alemã em 19 de dezembro. Doze pessoas morreram no atentado. Logo depois do ataque, o suspeito desapareceu.

Amri foi morto em uma praça em Sesto San Giovanni, no dia 23 de dezembro, após ser abordado por policiais em um patrulhamento de rotina.

O tunisiano foi identificado em Berlim após análise das impressões digitais encontradas no caminhão. O Estado Islâmico reconheceu a morte do suspeito, em comunicado divulgado pela Amaq, que é uma agência ligada à organização. A mesma agência divulgou ainda um vídeo em que ele jura lealdade ao grupo terrorista, sem fazer referência ao ataque desta segunda.

A polícia começou a procurar Amri depois que uma autorização de residência provisória foi encontrada sob o banco do caminhão que invadiu a feira natalina, na noite de segunda-feira (19). Na quinta-feira (22), a polícia informou ter encontrado digitais de Anis Amri na porta e no volante do veículo.

A Associated Press afirmou que o tunisiano estava sob investigação desde 14 de março, por ser considerado uma ameaça – ele estaria tentando comprar armas automáticas para usar no ataque. Amri já havia sido acusado de envolvimento com tráfico de drogas e de participar de uma briga em um bar. Mas, como não havia provas, a vigilância foi suspensa em setembro.

Ele já havia sido preso em agosto, no sul da Alemanha, quando viajava para a Itália, por portar documentos falsificados, segundo a CNN. Na ocasião, ele foi liberado por um juiz.

De acordo com o jornal “Süddeutsche Zeitung”, o tunisiano esteve em contato com a rede de um importante ideólogo islâmico conhecido como Abu Walaa, recentemente preso por provável ligação com o Estado Islâmico.

g1

04/01/2017

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